// arquivo Ivo Canelas


A Bela e o Paparazzo

A reacção que alguém tem quando se fala em cinema português é deveras característica: torcemos a cara e olhamos com desdém para quem chama cinema aquilo que é feito em Portugal. Pior que isso, são aqueles que têm essa reacção quando nem um único filme português se dignaram a ver.

Não os podemos culpar, não temos uma indústria cinematográfica que consiga atrair eficazmente o maior número de espectadores às salas de cinema, da mesma forma que não temos distribuidoras muito interessadas em publicitar filmes que só com bastante esforço vão conseguir vender e ter o lucro desejado.

Querido Diário… Quer Ver Um Filme Português!

Claro que eu já vi filmes portugueses, não só aqueles nomes óbvios dos primórdios do cinema português mas também já me cruzei com outras obras mais recentes da nossa pequena indústria… Infelizmente, nenhum nome actual me tem despertado interesse, e se por acaso algum filme inverte essa situação, torna-se impossível de ver um filme português no cinema porque as salas que frequento, e as mais acessíveis, decidem não dar grande espaço a obras cinematográficas portuguesas!

“Sim, atira as culpas aos outros…”

Não estou a atirar as culpas a ninguém, estou só a partilha-las!