
Tem sempre piada quando nos cruzamos com algo que nem estávamos à procura e que, de forma positiva ou negativa, acaba por nos surpreender. Foi exactamente isso que aconteceu comigo e esta curta-metragem, The Monk & The Monkey. Enquanto procurava por algo que nada tinha a ver com uma curta-metragem, fiquei positivamente agradado com esta pequena animação de Brendan Carroll e Francesco Giroldini.
A história anda à volta de uma criança que sonha em ser um monge, mas para isso terá de ser paciente e esperar que uma fruta sagrada caia de uma árvore. Claro que a ansiedade apodera-se deste rapaz, mas isso vai leva-lo a um pequeno contratempo que irá ser decisivo para alcançar o seu sonho…
Será que há 15 anos a Pixar imaginava que a animação computorizada ou, mais concretamente, Toy Story, viria a ter o impacto que tem nos dias que correm?
Provavelmente tinham uma ideia que esta nova forma de ver e fazer filmes ia ganhar terreno e que, nas mãos certas, podia abrir as portas a um novo mundo dentro da animação tradicional, e não só.
Ainda estou meio sem reacção após ter visto esta apresentação, ao ponto de fazer rimas sem sequer me ter apercebido que isso havia acontecido… Podia estar aqui o dia todo a tentar explicar o quão deslumbrado fiquei com o visual magnificente deste Legend of the Guardian mas duvido seriamente que isso fosse suficiente para que entendessem o que estava a falar. Tenham só atenção às penas, aos olhos, aos cenários, aos elementos naturais, vejam tudo, e depois repitam várias vezes para descobrirem novos detalhes.
Resta saber se este filme terá uma boa história ou se é apenas um showcase do trabalho técnico feito pelo mesmo estúdio do Happy Feet, seja como for, já me conquistaram por completo, ao ponto de me deixarem umas quantas lágrimas nos olhos. Foi deslumbrante!
Se olharmos para os filmes em exibição nas salas portuguesas podemos reparar que existe, por menos, um filme infantil a ser exibido. Raras vezes não encontramos um filme infantil em exibição, mas esta medida é compreensível, pois é uma forma de levar pais e filhos às salas de cinema, obtendo assim mais lucro, e incutir desde cedo o gosto pelo cinema onde ele deve ser visto, numa sala de cinema.
Mas isso poderá trazer alguns problemas, como a criação de obras mais fracas só para preencher um espaço que nem sempre precisa de ser preenchido. Felizmente, Como Treinares o Teu Dragão é uma óptima excepção.
Este ano está bastante concorrido no que diz respeito à animação infantil. A parte boa é que os filmes acabam por ser grandes obras que continuam a surpreender bastante! Bolt é exactamente um desses exemplos, aparentando ser somente mais um filme de animação mas que no final mostrou ser muito mais do que isso.
Bolt é um cão que à nascença foi escolhido por uma criança que acabou por entrar numa série televisiva de enorme sucesso onde a estrela principal era mesmo o cão. Porém, ele não percebe que tudo o que ele faz é mentira, incluindo os seus poderes e as investidas do seu vilão para com Penny, a sua dona. Quando o cão vê uma oportunidade, escapa dos estúdios onde a série é filmada para ir salvar a sua dona que, na última cena rodada, foi raptada pelo vilão da série.