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Salt

Já lá vai algum tempo desde que chegava às salas de cinema um filme de espionagem que desse alguma confiança ao espectador, confiança no sentido em que poderia estar perante um bom filme.

Nem é preciso muita confiança quando Angelina Jolie está no filme, porque o espectador tende a seguir tudo o que ela faz, ela consegue ter esse efeito no público e vende um filme só por si mesma e acaba por ser um sucesso. Mas será que essa confiança cega acabou por ser um tiro no pé?

Inception

A esta altura do campeonato poucos são aqueles que não ouviram falar de Inception ou que ainda não viram o novo filme de Christopher Nolan, recentemente atirado para as luzes da ribalta graças à sua visão de Batman, em Batman Begins e The Dark Knight.

Infelizmente, talvez nem sejam assim tão poucas as pessoas que ainda não se cruzaram com um filme que não só é um sonho como também brinca com eles.

Sucker Punch Trailer

Muito se falou deste novo filme de Zack Snyder, o realizador de 300 ou de Watchmen, mas pouco se sabia acerca de Sucker Punch. A pouca informação que era lançada aguçava a curiosidade do público mas era algo estranho perceber como uma jovem rapariga que ia ser alvo de uma lobotomia tenta escapar de um hospício juntamente com um grupo de outras belas jovens que, armadas até aos dentes, iam lutar contra dragões, samurais e outras figuras igualmente difíceis de derrotar ou sequer de imaginar. Felizmente, a apresentação lançada dá uma bela ideia do que poderemos esperar deste filme, e parece que vamos ter muito com que nos entreter!

Singularity

Os jogos de tiros na primeira pessoa estão saturados. São, em grande parte, aborrecidos, lineares, a vontade em evoluir é nula e não obrigam o jogador a pensar. Deixaram de ser videojogos para passarem a ser montras para o trabalho tecnológico desenvolvido por um estúdio.

Alguns nomes da indústria têm tentado desviar-se desse caminho, mas nem sempre de forma equilibrada. Ou criam uma boa história mas tecnicamente são um desastre, ou a nível técnico são perfeitos mas intelectualmente fazem o jogador sentir que está, novamente, a aprender a ler.

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

Se cada vez que uma má adaptação de um videojogo surgisse numa sala de cinema acontecesse um terramoto em qualquer ponto do planeta, era bem provável que hoje a Terra fosse apenas um monte de destroços. Talvez esteja a exagerar ligeiramente, mas sinto que estou no meio de um terramoto, ou no fim do Mundo, sempre que mais uma adaptação não se mostra digna do nome que ostenta.

Desta vez o causador de tal terror foi Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo que, além de não ser um filme péssimo, não justifica o uso de um grande nome dos videojogos, nomeadamente Prince of Persia.