
Se há coisa que gosto em videojogos é quando dão a escolher ao jogador seguir o caminho do bem ou do mal, e consoante essas decisões o próprio jogo sofrer alterações, algumas mais drásticas outras puramente estéticas e sem qualquer efeito no jogo em si.
Seja qual for o impacto dessas decisões, é sempre agradável quando elas existem, pois o jogador sente que está a viver uma experiência única, pessoal, que poderá partilhar com os seus amigos e descobrir algo que não havia encontrado quando foi ele a jogar.

Andava por aí um grande mistério relativo ao Project Icarus, o novo videojogo da Irrational Games. Curiosamente o mistério era tanto que eu nem tinha ouvido falar dele! Seja como for, hoje finalmente divulgaram que projecto era esse e é nada mais nada menos que o terceiro capítulo da saga BioShock, desta vez com o subtítulo de Infinite.
Pelos comentários que já pude ler, era esperado um novo videojogo e não propriamente um regresso a um título já conhecido, mas para o bem e para o mal é isso mesmo que vão ter. O primeiro capítulo desta, agora, trilogia foi bastante bem recebido, e da minha parte só o recebi bem graças à história e a todo o aparato visual que o jogo tinha. De resto foi algo aborrecido e repetitivo. Já o segundo perdi completamente a paciência e nem o terminei, mas isso deve-se ao facto de ser exactamente mais do mesmo. Então o que traz de novo este BioShock Infinite?

Os jogos de tiros na primeira pessoa estão saturados. São, em grande parte, aborrecidos, lineares, a vontade em evoluir é nula e não obrigam o jogador a pensar. Deixaram de ser videojogos para passarem a ser montras para o trabalho tecnológico desenvolvido por um estúdio.
Alguns nomes da indústria têm tentado desviar-se desse caminho, mas nem sempre de forma equilibrada. Ou criam uma boa história mas tecnicamente são um desastre, ou a nível técnico são perfeitos mas intelectualmente fazem o jogador sentir que está, novamente, a aprender a ler.

The first person shooting games are fatigued. They’re largely boring, linear, without any wish to evolve and force the player to leave the brain out of the equation when these games are played.
Some titles in the industry have tried to move away from this path, but not always in a balanced way. Some of them create a good story but technically are a disaster, others are technically perfect but make the player feel like he’s learning to read again.
Todos sabemos, e bem, que uma apresentação não nos deve convencer por completo, principalmente porque nem sempre representa o produto final a que o espectador ou jogador vai ter acesso. Quando se trata de um filme, ou derivado, as coisas tendem a ser algo fiéis, mas quando falamos em videojogos a conversa é outra. Ainda para mais quando a apresentação de um jogo é feita totalmente em CGI e não com algo a que vamos ter acesso no jogo propriamente dito.
Porém, é impossível não reagir entusiasticamente quando se visualizavam apresentações como estas! A expectativa quase que dispara em flecha e por muito diferente que vá ser do jogo, e espero que não se afaste muito ao que aqui é mostrado, o espectador quer acreditar que é isto que vai encontrar. Se realmente vai ser assim ou não pouco se sabe, mas enquanto não nos chegam imagens do jogo em acção, vamos deliciar-nos e entrar em delírio com esta deslumbrante apresentação de Deus Ex: Human Revolution.