Ao olharmos para o actual panorama televisivo no que diz respeito a séries depressa percebemos que há uma repetição constante nos conteúdos que são oferecidos aos espectadores.
A escolha até é consideravelmente vasta, além de não ser imensamente original ao ponto de se distinguir muito bem aquilo que estamos a assistir, mas todo e qualquer espectador vai conseguir encontrar algo que lhe agrade.
Desde dramas envoltos em mistérios polvilhados com filosofia de bolso, até comédias que criam situações altamente improváveis, não esquecendo os famosos “reality” shows, não há nada que já não tenha sido feito…
Excepto recriar a realidade praticamente como ela é, o que pode parecer estranho porque quem se iria interessar por aquilo que acontece no nosso dia-a-dia?
Se há algo que a Disney ensinou recentemente ao mundo foi que musicais com adolescentes atraem multidões. Mesmo que os actores cantem mal, ou não tenham qualquer capacidade interpretativa, e que os argumentos sejam as coisas mais deploráveis já escritas ao cimo da terra, estes musicais vão ter sucesso.
Para isso basta que existam jovens esbeltos que sofrem bastante por não conseguirem conciliar basquetebol com música ou porque os supostos amigos da personagem principal decidem gozar com ele porque canta. Nessa altura nada melhor do que irem para um campo de golfe libertar a raiva que têm ou simplesmente fazem um filme para o cinema e fica tudo resolvido.
Enquanto escrevo este texto sou constantemente interrompido pela bela Cat Deeley e pela histérica da Mary Murphy. Sim, estou completamente viciado em “So You Think You Can Dance?”, mais concretamente na quinta temporada, que a Fox Life passa todos os sábados.
Podem atirar-me as pedras que quiserem, mas como já dizia o velho ditado, quem nunca viu o “So You Think You Can Dance?” que atire a primeira pedra! Portanto, espero que só venham pedras arremessadas por aqueles que realmente nunca viram tal programa…