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Interpol – Interpol

São poucas as bandas que se podem gabar de terem alguma importância no revivalismo musical de outrora. Algumas deixaram uma marca intemporal no género, tais como Joy Division ou The Smiths, outras continuam a vincar o panorama musical para que não nos esqueçamos do que fizeram e do que ainda são capazes de fazer.

Mas, tal como a moda, tudo é cíclico. Se há uns anos não se usava determinado tipo de roupa, agora já se pode voltar a usar. O mesmo se passou, e passa, na música. Numa determinada altura um género ganha notoriedade com uma banda e surgem tantas outras que aproveitam a onda, só para mais tarde mudarem de estilo tão drasticamente que ficam irreconhecíveis.

Simon Curtis – 8Bit Heart

Ultimamente anda muito na moda criar um Pop mais electrónico, veja-se o caso de Lady Gaga, La Roux ou ainda Kesha. Três bons exemplos do que se pode fazer ao enveredar por uma vertente mais electrónica, goste-se ou não deles.

Simon Curtis, é uma dessas pessoas que, claramente, gosta não só dos exemplos dados como também de outros como Britney Spears. A influência destes nomes nota-se bem neste primeiro disco, lançado gratuitamente na sua página oficial.

The National – High Violet

De tempos a tempos, mais raramente daquilo que gostaríamos, surgem discos que marcam um momento ou até grande parte da nossa vida. São esses discos que nos conseguem tirar as palavras e que nos deixam de tal forma rendidos que não arranjamos maneira de expressar fluentemente aquilo que cada música nos faz sentir.

Não precisam de representar algo por que estamos a passar, basta que nos toquem o suficiente para que consigamos deixar-nos levar numa viagem que depressa queremos voltar a repetir, vezes sem conta, até à exaustão, exaustão essa que demora a chegar porque nunca nos iremos cansar de ouvir o disco em questão.

These New Puritans – Hidden

Em meados da década passada jovens bandas conseguiram ter o seu momento de glória. A ascensão que tanto procuravam aconteceu e, felizmente para os ouvintes, foram óptimas surpresas, que deixaram tudo e todos a salivar por mais.

Qual a razão dessas bandas terem conseguido tão facilmente ganhar uma fatia de um bolo que muitos tentam comer sem ficar com dores de barriga? Acima de tudo foi o olhar musical fresco e perceber o que o público procurava. Eles queriam romper com a saturação actual da oferta musical e conseguiram todos fazê-lo à sua maneira, mesmo que se inserissem dentro de um mesmo estilo, um rock electrónico mais alternativo.

Foals – Total Life Forever

Foals não tiveram um início passivo. Estando juntos desde 2006, o crescimento da banda foi bastante efémero e bastou apenas uma no para que gravassem o seu primeiro disco, Antidote. Seria na produção desse disco que o lançamento da banda começava a ser algo atribulado.

A produção do guitarrista de TV On The Radio não foi do agrado da banda e decidiram eles próprios voltar a fazer a mistura. Com dois singles lançados e perdidos pelo caminho, mais tarde recuperados numa edição especial do mesmo disco, Foals conseguiram mesmo assim apanhar todos de surpresa!